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O bom não é inimigo do ótimo

Uma frase que nasceu na terapia e acabou virando um lembrete sobre expectativas e realidade.

Esperar e aceitar.

Uma vez, durante uma sessão de terapia, eu estava falando sobre as minhas idealizações. Eu falava sobre tudo o que eu queria fazer, tudo o que eu achava que deveria conseguir dar conta, sobre como eu imaginava que as coisas deveriam acontecer.

Foi quando meu terapeuta disse algo muito simples:

"Existe o ideal e existe o possível."

Naquele momento, aquela frase fez muito sentido para mim. Ela começou a aparecer em várias situações da minha vida.

Um dia, por exemplo, meu marido estava reclamando porque não estava conseguindo ir à academia todos os dias da semana. Ele conseguia ir uma ou duas vezes, mas isso o incomodava, porque na cabeça dele o ideal seria ir muito mais.

Foi então que eu expliquei para ele justamente essa diferença entre o ideal e o possível. Naquele momento da vida dele, o possível era aquilo. Ir uma ou duas vezes ainda era muito melhor do que não ir nenhuma vez.

Dentro dessa conversa, ele acabou resumindo tudo em uma frase que até hoje repetimos em casa:

“O bom não é inimigo do ótimo.”

E, desde então, quando eu começo a me cobrar demais, ele olha para mim e diz essa frase. Ela virou uma espécie de lembrete de que a vida não acontece em linhas perfeitas.

Às vezes o possível é menor do que o ideal. Mas ainda assim ele é válido. E muitas vezes, o que conseguimos fazer (mesmo que não seja perfeito) ainda é melhor do que não fazer nada.