Por boa parte da adolescência e do início da vida adulta, tentei caber onde não havia espaço para mim. Moldava gostos e comportamentos para agradar, pertencer e ser aceita.
Um dia, percebi que forçar gostos que não eram meus era me afastar de quem eu realmente sou. Quando escolhi a honestidade, os encontros ficaram mais gentis — e o mundo pareceu mais respirável.
Hoje, aceito que multidões não são para mim. Que preciso de pausas, sombra e cadeiras.
O barulho alto rouba conversas significativas, e o álcool simplesmente não tem o meu sabor — e tudo bem.
Aprendi que autenticidade também é respeitar meus limites e preferências, sem culpa.
Esse processo de aceitação e ação guiada por valores pessoais é central na ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso). Aceito meus sentimentos e preferências e ajo de acordo com o que realmente importa para mim, construindo uma vida com sentido.
Meu tempo de lazer ganhou outro significado: caça-palavras, ludo, quebra-cabeças, filmes, receitas inventadas com amigos. Momentos simples, onde a atenção plena, o silêncio e o afeto fortalecem minha vida emocional.
A autenticidade é escolher onde minha alma respira. É cultivar sentido no que é simples e verdadeiro. Esse cuidado comigo mesma promove autoestima, autoconhecimento e relações mais saudáveis.